{"id":2853,"date":"2019-10-02T15:53:26","date_gmt":"2019-10-02T18:53:26","guid":{"rendered":"http:\/\/fatuscorretora.com.br\/site\/?p=2853"},"modified":"2019-10-11T15:59:32","modified_gmt":"2019-10-11T18:59:32","slug":"o-que-te-impede-de-contratar-um-seguro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatuscorretora.com.br\/site\/o-que-te-impede-de-contratar-um-seguro\/","title":{"rendered":"O que te impede de contratar um seguro?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>02\/10\/2019 \/ FONTE: Segs.com<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p>*Richard Freitas<\/p>\n\n\n\n<p>Pe\u00e7o licen\u00e7a a voc\u00ea, leitora ou leitor deste breve desabafo filos\u00f3fico, para fazer uma cr\u00edtica construtiva, se \u00e9 que realmente existe tal figura, a partir da releitura de uma recente trag\u00e9dia anunciada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro do ano passado, ficamos espantados com o inc\u00eandio que devastou os tesouros culturais do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Um misto de perplexidade com o vulto das perdas e a revolta com o descaso de tantos gestores p\u00fablicos ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Milhares dos estimados 20 milh\u00f5es de itens do acervo viraram fuma\u00e7a e cinzas devido a uma singela sobrecarga em um aparelho de ar-condicionado, o que por si s\u00f3 demonstra o desleixo do ente p\u00fablico diante de um patrim\u00f4nio cultural imenso.<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, a per\u00edcia apontou que as gambiarras na instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica levaram ao inc\u00eandio, que a inexist\u00eancia de sprinklers (chuveiros autom\u00e1ticos) e portas corta-fogo ajudaram o fogo a se alastrar e que o alarme de inc\u00eandio n\u00e3o estava em pleno funcionamento!<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, nem mesmo acharam placas que explicassem ao p\u00fablico visitante o que fazer em caso de inc\u00eandio e a localiza\u00e7\u00e3o das sa\u00eddas de emerg\u00eancia. Por pura \u201csorte\u201d, nenhuma pessoa teve sua vida dizimada pela inc\u00faria do ente p\u00fablico, pois o inc\u00eandio aconteceu em um per\u00edodo em que n\u00e3o havia nenhuma pessoa no pr\u00e9dio ou redondezas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dado o momento pol\u00edtico e social do nosso pa\u00eds, sobraram cr\u00edticas aos nossos governantes, que limaram ao longo do tempo o or\u00e7amento da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), respons\u00e1vel pela gest\u00e3o de t\u00e3o valioso tesouro cultural brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, uma das in\u00fameras falhas dos gestores da UFRJ ficou quase que subliminarmente escondida do grande p\u00fablico e n\u00e3o teve o destaque que deveria: os gestores n\u00e3o se preocuparam em contratar uma ap\u00f3lice de seguro como prote\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel e seu conte\u00fado!<\/p>\n\n\n\n<p>Esta ap\u00f3lice, definitivamente, n\u00e3o ajudaria na reposi\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural (a n\u00e3o ser que houvesse possibilidade de restaura\u00e7\u00e3o das obras), mas minimizaria parte das perdas materiais (ex: reconstru\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio) e indenizaria eventuais fam\u00edlias cujos entes fossem atingidos pelo inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem contar que uma vistoria profissional impetrada por uma seguradora antes da emiss\u00e3o da ap\u00f3lice exigiria a corre\u00e7\u00e3o ou a coloca\u00e7\u00e3o de itens obrigat\u00f3rios de seguran\u00e7a contra inc\u00eandio, danos el\u00e9tricos e roubo, o que muito provavelmente reduziria consideravelmente o risco do inc\u00eandio se alastrar de forma t\u00e3o violenta.<\/p>\n\n\n\n<p>E voc\u00eas sabem por que a cr\u00edtica aos gestores p\u00fablicos pela n\u00e3o contrata\u00e7\u00e3o do seguro pouco teve resson\u00e2ncia junto aos jornalistas e a n\u00f3s, leitores e ouvintes? Pelo mesmo motivo que faz com que de cada 100 ve\u00edculos que circulam pelas ruas brasileiras, apenas 30 possuam um Seguro Auto para sua prote\u00e7\u00e3o financeira e de terceiros. Ou explique o fato de que menos de 25% da popula\u00e7\u00e3o brasileira possui um plano de sa\u00fade, mesmo com todos os problemas de atendimento do SUS.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes que voc\u00ea, caro leitor ou leitora, diga que esses produtos s\u00e3o caros, lembre-se que um dos problemas que \u201cjustificaram\u201d a n\u00e3o contrata\u00e7\u00e3o do seguro pelos gestores p\u00fablicos do Museu Nacional foi, justamente, a falta de recursos. Opa, agora come\u00e7amos a chegar ao ponto pol\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<p>Sou da opini\u00e3o que todos os brasileiros deveriam possuir, minimamente, um seguro de vida com cobertura de funeral, o que inclui a realiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os funer\u00e1rios a partir de um \u00fanico telefonema. Sabe quanto custa uma prote\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e fundamental como esta? SES-SEN-TA reais ao ano!<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, voc\u00ea n\u00e3o se enganou. Este pre\u00e7o \u00e9 anual, independente da idade do segurado. E, al\u00e9m de cobrir at\u00e9 R$ 5 mil em despesas funer\u00e1rias, ainda indeniza os familiares do segurado em outros R$ 5 mil. Uma indeniza\u00e7\u00e3o total de R$ 10 mil!<\/p>\n\n\n\n<p>Fa\u00e7amos uma conta simples: a divis\u00e3o dos R$ 10 mil acima relatados pelo pre\u00e7o do seguro (R$ 60). Na minha calculadora, o resultado foi de 166. Ou seja, uma pessoa precisaria guardar R$ 60 por 166 anos para juntar os R$ 10 mil de prote\u00e7\u00e3o que um seguro de vida simples como este oferece.<\/p>\n\n\n\n<p>Convenhamos, um pre\u00e7o just\u00edssimo.<\/p>\n\n\n\n<p>E por que, ent\u00e3o, poucos brasileiros possuem um produto como este? Na minha modesta opini\u00e3o, por puro desconhecimento e entendimento desta excelente ferramenta de planejamento financeiro chamada seguro.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria realmente importante o brasileiro entender que o seguro \u00e9 baseado em mutualismo: muitos pagam para que poucos usem a cada m\u00eas. Estes investimentos mensais s\u00e3o, em regra, irris\u00f3rios quando comparados ao tamanho da perda em caso de um infort\u00fanio para o qual poucos teriam os recursos financeiros para absorver a perda sem prejudicar seu bolso; ou caixa, no caso das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez, e friso bastante o talvez, os seguros de autom\u00f3vel e de sa\u00fade sejam caros para o bolso do brasileiro da classe m\u00e9dia ou da base da pir\u00e2mide social. Ainda assim, e dado o pa\u00eds em que vivemos, s\u00e3o produtos que todos gostariam de ter, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n\n\n\n<p>Isto posto, direi apenas que uma fam\u00edlia que teve algum caso grave de sa\u00fade entre os seus (exemplo dos mais doloridos: c\u00e2ncer) sabe o quanto um bom plano de sa\u00fade pode parecer \u201cbarato\u201d com os custos que os tratamentos modernos exigem. Uso este exemplo mais dram\u00e1tico pois as perdas decorrentes de uma batida de carro ou o roubo do pr\u00f3prio s\u00e3o mais recorrentes. Por\u00e9m, existem tantos outros seguros que n\u00e3o s\u00e3o caros e todos n\u00f3s dever\u00edamos e poder\u00edamos ter, como o seguro de vida mencionado. O infeliz resultado deste desconhecimento: in\u00fameras pessoas, fam\u00edlias e a sociedade como um todo acabam sofrendo consequ\u00eancias graves pela n\u00e3o contrata\u00e7\u00e3o destas ferramentas de prote\u00e7\u00e3o. Como diria o fil\u00f3sofo, pagamos o pre\u00e7o do seguro para n\u00e3o ter que us\u00e1-lo. Outras tantas vezes, pagamos o pre\u00e7o por n\u00e3o termos contratado um seguro.<\/p>\n\n\n\n<p>Um outro exemplo cl\u00e1ssico deste desconhecimento \u00e9 o seguro empresarial, que tem como cobertura b\u00e1sica a prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandio, raio e explos\u00e3o. Digite a palavra inc\u00eandio no Google e veja quantas casas, pr\u00e9dios, lojas, escrit\u00f3rios, consult\u00f3rios e f\u00e1bricas foram destru\u00eddos por algo t\u00e3o triste.<\/p>\n\n\n\n<p>Comecei estas linhas falando da nossa incredulidade diante da devasta\u00e7\u00e3o do Museu Nacional, mas ser\u00e1 que voc\u00ea, empres\u00e1rio, contrata esta importante ferramenta de prote\u00e7\u00e3o do seu neg\u00f3cio, dos seus colaboradores, dos seus vizinhos e dos seus clientes? Ou ser\u00e1 que voc\u00ea decide economizar R$ 500 por ano, pois sua loja ou f\u00e1brica \u201cnunca pegou fogo\u201d?<\/p>\n\n\n\n<p>Chega a ser triste perceber como o ente privado, igualmente, n\u00e3o protege o seu patrim\u00f4nio e, pior, pode comprometer o patrim\u00f4nio e\/ou a vida de terceiros, at\u00e9 mesmo dos seus colaboradores, que trabalham com afinco para fazer a empresa crescer. Mas, n\u00e3o alonguemos a conversa para falar da prote\u00e7\u00e3o ao risco que outras coberturas essenciais deste produto, como as de danos el\u00e9tricos, roubo, perda e pagamento de aluguel e responsabilidade civil, igualmente oferecem aos empres\u00e1rios e tantos outros stakeholders.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sinal, ser\u00e1 que voc\u00ea, morador de um apartamento, tamb\u00e9m decide n\u00e3o investir R$ 150 por ano em um seguro residencial b\u00e1sico porque, afinal, quantas vezes ocorreu um vazamento que estragou o banheiro do seu vizinho de baixo? Nunca, n\u00e3o \u00e9? Quando o calo aperta nos sapatos dos outros, \u00e9 t\u00e3o mais f\u00e1cil exigir responsabilidade e planejamento financeiro. Mas o descaso que percebemos e criticamos dos entes p\u00fablicos com o patrim\u00f4nio da sociedade \u00e9 diariamente desmascarado nas decis\u00f5es de outros tantos brasileiros na inst\u00e2ncia privada.<\/p>\n\n\n\n<p>Passou da hora de n\u00f3s, brasileiros, entendermos que temos responsabilidades bastante maiores do que usualmente pensamos. E que os poucos reais indevidamente economizados ao n\u00e3o investir em seguros acabam nos torturando por anos a fio quando um incidente acontece em nossas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Respondendo \u00e0 pergunta inicial deste artigo: talvez o principal motivo da n\u00e3o contrata\u00e7\u00e3o dos seguros \u00e9 que n\u00f3s ainda n\u00e3o entendemos que nosso atos, decis\u00f5es e omiss\u00f5es afetam n\u00e3o apenas a n\u00f3s, como indiv\u00edduos, mas tamb\u00e9m afetam a nossa fam\u00edlia, vizinhos, clientes, fornecedores, amigos, colaboradores, concorrentes, enfim, a sociedade como um todo. Como consequ\u00eancia, deixamos de aproveitar as prote\u00e7\u00f5es oferecidas por v\u00e1rios seguros, como os de vida, residencial, empresarial, riscos de engenharia, responsabilidade civil profissional, transporte, sa\u00fade e odonto, riscos cibern\u00e9ticos, educacional, agroneg\u00f3cios, viagem\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Nossas cren\u00e7as pueris de que sabemos tudo, somos \u201cespertos\u201d e n\u00e3o precisamos de nenhuma prote\u00e7\u00e3o adicional, impedem que ou\u00e7amos, com mais aten\u00e7\u00e3o, profissionais tecnicamente capacitados, que podem nos auxiliar a entender, compreender e contratar estes importantes produtos. No fim do dia, eles nos ajudariam a manter, proteger ou recuperar patrim\u00f4nios importantes de todos n\u00f3s, brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>O ente p\u00fablico nada mais \u00e9 do que um retrato do que fazemos em nossas vidas privadas, meu caro Watson. O descaso com o patrim\u00f4nio do lado de l\u00e1 \u00e9 o mesmo descaso praticado do lado de c\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>*Richard Freitas \u00e9 s\u00f3cio-fundador do Drs. protect, rede de microfranquias especializada em levar solu\u00e7\u00f5es para pequenas e m\u00e9dias empresas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Saiba mais em<\/p><cite> <a href=\"https:\/\/www.cqcs.com.br\/noticia\/o-que-te-impede-de-contratar-um-seguro\/\">https:\/\/www.cqcs.com.br\/noticia\/o-que-te-impede-de-contratar-um-seguro\/<\/a> <\/cite><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>02\/10\/2019 \/ FONTE: Segs.com *Richard Freitas Pe\u00e7o licen\u00e7a a voc\u00ea, leitora ou leitor deste breve desabafo filos\u00f3fico, para fazer uma cr\u00edtica construtiva, se \u00e9 que realmente existe tal figura, a partir da releitura de uma recente trag\u00e9dia anunciada. 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