Quatro em cada dez pessoas não usam cinto no banco de trás

Em pesquisa realizada no segundo semestre de 2015, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) diagnosticou que 38% dos passageiros não utilizam o dispositivo de segurança no banco de trás.

O levantamento revela ainda que 11% dos passageiros no banco da frente também não usam o cinto e 9% dos motoristas trafegam sem utilizar o equipamento.

Conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a utilização do cinto de segurança é exigida a todos os motoristas e passageiros de automóveis. Ele é dispensável somente nos veículos em que é permitido o transporte de pessoas em pé, como os ônibus urbanos e micro-ônibus produzidos até 1º de janeiro de 1999.

“O uso do cinto de segurança evita sequelas e mortes em acidentes de trânsito. É fundamental a conscientização dos cidadãos em relação ao uso do equipamento”, afirma Neiva Aparecida Doretto, diretora-vice-presidente do Detran-SP.

Deixar de utilizar o cinto é infração grave, com multa de R$ 127,69, além de cinco pontos na habilitação do condutor.

Em 2015, o Detran-SP aplicou um total de 150.102 multas no perímetro urbano pela falta do uso de cinto de segurança, tanto por condutores quanto por passageiros. No ano de 2014, 153.465 multas foram aplicadas pela mesma infração só pelo Departamento de Trânsito.

 

Fonte: Cesvi Brasil

Como declarar carros no Imposto de Renda 2016

Veículos entram sempre na ficha “Bens e Direitos”, mesmo em caso de financiamento

Como declarar carros no Imposto de Renda 2016

Se você vendeu, comprou ou possuía um carro em 2015, é preciso informar as transações ou registrar a propriedade do veículo na declaração de Imposto de Renda de 2016.

De acordo com as regras da Receita Federal, imóveis, veículos automotores, embarcações e aeronaves devem ser obrigatoriamente declarados, independentemente do valor (veja quem está obrigado a entregar a declaração em 2016).

Dessa forma, os carros, assim como as motos e caminhões, devem ser informados na ficha “Bens e Direitos” da declaração de IR, com o código “21 – Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.”.

No campo “Discriminação” devem ser informados os dados do veículo (modelo, ano de fabricação e placa), do vendedor (nome, CPF ou CNPJ) e a forma de pagamento.

Por exemplo: “O carro Volkswagen Gol, ano 2015, placa AAA-0000, foi comprado na concessionária Autos, de CNPJ ‘x’, pelo valor de 30 mil reais, com pagamento à vista”.

No campo “Localização (País)”, informe o país onde o bem está localizado.

Se a compra aconteceu em 2015, deixe o campo “Situação em 31/12/2014 (R$)” em branco e informe o valor pago pelo veículo apenas no quadro “Situação em 31/12/2015 (R$)”.

Se o carro foi comprado em anos anteriores, basta repetir as informações da declaração passada. O programa gerador da declaração oferece inclusive a opção de selecionar o botão “repetir”, que copia as informações de um ano para outro.

O valor do carro informado deve ser sempre o do seu custo de aquisição (veja por que os bens sempre são declarados pelo valor inicial). O valor só deve ser alterado se o proprietário fizer benfeitorias que valorizem o carro, como uma blindagem.

Ao incorporar essas despesas ao custo de aquisição do bem, caso o carro seja vendido com lucro no futuro, como poderia ocorrer com um carro “tunado”, o ganho de capital (lucro) será menor, resultando em menor imposto a pagar.

Caso os gastos com o veículo não representem benfeitorias, não é preciso informá-los, uma vez que essas despesas não são dedutíveis.

Venda

Se o carro for vendido por valor superior a 35 mil reais – limite de isenção para alienação de bens ou direitos -, ele está sujeito à incidência de IR, em caso de ganho de capital com sua venda.

Nesse caso, no mês seguinte à venda, o contribuinte deveria ter acessado o programa GCAP 2015 para lançar os dados da negociação e recolher o imposto de 15% sobre o ganho. Assim, se a lição de casa tiver sido feita, na declaração basta apenas importar o GCAP, na aba “Ganhos de Capital” para que o programa registre automaticamente o recolhimento do imposto.

Se o contribuinte vendeu seu carro com lucro em 2015 e não recolheu o imposto no mês seguinte, por meio do GCAP, ele deve pagar o imposto agora, acrescido de multas e juros, conforme explica Rodrigo Paixão, sócio da Atlas Tax Consulting. “O contribuinte tem duas opções: calcular o imposto, acrescido de juros e multas, por conta própria ou usar o programa Sicalc, da Receita, que calcula o valor corrigido”, diz.

Caso o contribuinte queira fazer o cálculo sozinho, por meio de um programa de Excel, Paixão lembra que a multa aplicada é de 0,33% sobre o valor do imposto por dia de atraso (limitada a 20% do imposto) e os juros são equivalentes à variação da taxa Selic.

Como os carros sofrem desvalorização na maioria esmagadora dos casos, é mais provável que não haja ganho de capital na hora da venda, portanto a Receita não tributará o antigo proprietário.

De qualquer forma, a Receita precisa saber que ele se desfez do bem – da mesma forma que precisa saber sobre quem o adquiriu.

Ainda que o carro seja vendido por menos de 35 mil reais, o contribuinte deve declarar que o bem não faz mais parte do seu patrimônio. Para isso, basta deixar o item “Situação em 31/12/2015” em branco e informar a venda no campo “Discriminação”, especificando o CNPJ ou CPF do comprador.

Compra por financiamento

Se o carro for financiado, ele também deve ser informado na declaração de “Bens e Direitos”. Mas em vez de declarar o preço total de compra, o contribuinte deve declarar apenas o valor efetivamente desembolsado com as prestações do financiamento até o dia 31/12/2015.

Na coluna “Situação em 31/12/2014”, portanto, devem ser descritos os valores pagos até então (entre parcelas e entrada), ainda que o contribuinte esteja declarando pela primeira vez. Assim, se o financiamento tiver começado em 2015, essa coluna ficará em branco.

Já na coluna “Situação em 31/12/2015”, deve-se somar ao valor de 31/12/2014 a quantia paga ao longo de 2015.

No campo “Discriminação” é preciso declarar que o veículo foi financiado, informando o modelo, o ano, o valor total do carro, o CNPJ ou CPF do vendedor, o valor da entrada (se tiver sido paga em 2015), a quantidade total de parcelas e o número de prestações pagas até 31/12/2015.

Não é preciso informar nenhum valor na ficha “Dívidas e Ônus Reais”.

Filhos que já tinham carro e estão declarando pela primeira vez

Se um jovem tem um carro em seu nome e era incluído como dependente na declaração de um dos pais, ao passar a declarar por conta própria no IR 2016 ele deverá informar o carro da mesma forma como ele aparecia na declaração de seu antigo titular.

O valor do veículo deve ser repetido na coluna de 2014 e 2015, com os eventuais acréscimos a título de financiamento ou melhorias, se for o caso.

Se apenas o campo “Situação em 31/12/2015” for preenchido, a Receita pode entender que o carro foi comprado no ano passado, e a aquisição pode não se sustentar, considerando a situação financeira do contribuinte. Isso pode levá-lo à malha fina.

Os pais que declaravam os filhos como dependentes devem deixar a coluna de 2015 em branco, informando no campo “Discriminação” que o bem passou a ser declarado pelos filhos.

Os contribuintes que tiverem dependentes que possuírem veículos em nome deles devem informar esses bens na declaração de IR, seguindo as mesmas regras já mencionadas, mas especificando no campo “Discriminação” que o carro pertence ao dependente.
Veículo que teve perda total ou foi roubado

Se o seu carro foi roubado ou teve perda total em 2015, é preciso deixar a coluna “Situação em 31/12/2015” da declaração de “Bens e Direitos” em branco, informando o incidente no campo “Discriminação”, bem como o valor de indenização recebido da seguradora, se for o caso.

Se houver indenização, o contribuinte deve informar o recebimento na Discriminação, dizendo, por exemplo, que: O automóvel Volkswagen Gol, ano 2014, placa AAA-0000, adquirido em 20/02/2014, teve perda total, sendo pago pela seguradora “x”, CNPJ “x”, o valor “x” a título de restituição.

Como as indenizações dos seguros de carros não costumam ser superiores ao valor de compra do automóvel, o valor não representa um novo rendimento, portanto não deve ser declarado na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

Apenas em casos muito específicos, nos quais a indenização é maior do que o valor do bem declarado, é que a diferença entre a indenização recebida e o valor de compra do carro deve ser informada na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, linha 2 “Capital das apólices de seguro […]”.

Caso um novo veículo seja comprado com o valor do seguro, basta informá-lo como um novo bem, adquirido em 2015, na ficha “Bens e Direitos”, sob o código 21. No campo “Discriminação”, o contribuinte pode informar que o dinheiro foi recebido da seguradora.

>>Guia rápido sobre as principais dúvidas do IR

 

Fonte: Exame.com

O que é um veículo sinistrado? O seguro aceita?

O sinistro é o termo usado pelas seguradoras quando há indenização sobre danos materiais de um veículo. Basicamente, é toda vez que você tem que acionar o seguro para danos sofridos pelo seu veículo.

A partir do momento em que você aciona o seguro e recebe o sinistro para perda total ou roubo, o veículo passa a ser um veículo sinistrado. Na maioria dos casos, o dano/roubo pode impossibilitar a recuperação do veículo, e a consequente mudança do veículo de sinistrado para “recuperado”, ou seja, apto a rodar de novo nas ruas brasileiras.

O que é um veículo sinistrado?

Exemplos de veículos sinistrados podem explicar melhor o que são esses veículos.

Digamos que seu carro foi roubado. No momento que você aciona o seguro, e recebe o valor do veículo roubado, o veículo passa a ser um veículo sinistrado. Isso significa que se ele for encontrado, vai direto para um pátio de leilões do DETRAN, e pode se tornar um veículo recuperável ou não.

Outra situação são batidas, que causa perda parcial ou perda total. Ao acionar o seguro e enviar seu veículo para a vistoria, se o veículo for avaliado como Perda Total, quando não é viável consertar o carro após o acidente, o veículo passa a ser sinistrado, e é mandado para um pátio de leilões. Na maioria das vezes, esses veículos também não são recuperáveis. Quando é viável a recuperação, mesmo assim, o veículo passa também a ser “sinistrado”, porque já teve que receber reembolso do seguro.

Em todas as situações onde o segurado recebe indenização pela perda total ou roubo do carro, o veículo passa a ser um veículo sinistrado.

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Veiculo sinistrado faz seguro?

Na grande maioria das vezes, as seguradoras se recusam a fazer seguro de veículo sinistrado. Mesmo quando o carro é recuperável, muitas seguradoras se recusam a fazer o seguro pelos possíveis problemas que podem ser apresentados pelo veículo. Mas há exceções.

Algumas seguradoras oferecem seguros especiais para veículos sinistrados. Todavia, esses seguros são mais caros e trazem exigências específicas, como a vistoria mais frequente do veículo.

Geralmente, carros sinistrados que foram roubados, mas encontrados e colocados à venda em leilão, tem menos dificuldade para fazer seguro. Carros sinistrados que estiveram envolvidos em colisões/acidentes, dificilmente tem seguro aceito, salvo quando os danos são pequenos e comprovados em documentação.

Veículo sinistrado à venda

Veículos sinistrados são vendidos mais barato no mercado, justamente por conta das dificuldades com seguro e outros problemas burocráticos. Porém, o vendedor é obrigado a informa a condição de sinistrado do veículo, principalmente se o mesmo foi retirado de pátio de leilões do DETRAN.

Veículos que sofreram colisões e estão sinistrados só servem para peças de reposição. De maneira alguma recomendamos o uso desses veículos para uso no dia a dia, porque é bem difícil saber a extensão dos danos após uma recuperação, a chamada “maquiagem” do veículo.

Carros que foram roubados, sofreram sinistro, e acabaram em um leilão do DETRAN são mais fáceis de lidar. Mas vale a pena pesquisar com seguradoras de sua região antes para ver se alguma delas vai disponibilizar um seguro a preços razoáveis para seu veículo sinistrado.

Veículo sinistrado: como saber?

A Resolução 362/10 do Código Nacional de Trânsito (CONTRAN) define que todos os veículos envolvidos em acidente com danos de média ou grande monta tem o registro do dano em seu CRV, para fins de classificação do sinistro. O proprietário pode até pedir uma reavaliação do dano, mas é difícil conseguir que a reavaliação reduza o tipo de dano sofrido.

Para saber se um carro é ou não sinistrado, o comprador deve pesquisar pelo Certificado de Registro de Veículo (CRV). Nele deve constar a informação sobre o Certificado de Segurança Veicular (CSV), comprovando que o veículo está em condições de circulação. Para veículos que já tiveram sinistro, mas foram recuperados, o CSV é acompanhado pela palavra “recuperado”.

Se você comprar um carro sinistrado sem saber, seu direito do consumidor garante a devolução do dinheiro, com juros e correção monetária, ou veículo semelhante, em condições perfeitas. Isso é mais fácil de obter quando comprando de empresas, pois transações entre pessoas físicas é um pouco mais complicado de fazer valer os direitos do consumidor.

Fonte: Carro de Garagem

Os carros que mais se desvalorizam após um ano de uso

O JAC J6 é o carro que mais perde valor depois de um ano de uso, de acordo com o ranking do Prêmio Maior Valor de Revenda de 2015, da Agência AutoInforme.

O levantamento, que está em sua segunda edição, mostra a depreciação média dos 140 veículos mais vendidos do Brasil entre os meses de agosto de 2014 e agosto de 2015.

O resultado é obtido a partir das comparações entre o preço pelo qual a versão zero-quilômetro do carro foi anunciada em agosto de 2014 e o valor pelo qual o mesmo modelo seminovo foi anunciado em agosto do ano passado. Os preços são retirados da Tabela Molicar, que mostra os valores de venda anunciados no mercado.

Os carros que registraram grande variação de preço no período, seja pela falta de disponibilidade do modelo ou por causa de eventuais descontos repassados ao consumidor no início da pesquisa, foram desconsiderados para evitar distorções nos resultados do ranking.

Baixa demanda

A depreciação de um carro tem relação direta com a sua demanda. Quanto menor a procura pelo modelo, mais valor ele perde. Portanto, os carros que mais se depreciam costumam ser os mais luxuosos, já que sua demanda é menor, ou aqueles modelos que não são bem aceitos por consumidores.

Alguns carros mais populares também podem ser incluídos na lista, caso as vendas não sejam suficientes para absorver a grande oferta do veículo na revenda. Um cenário de crise e mudanças nas condições de financiamentos também podem contribuir para elevar o estoque da versão.

A desvalorização é um bom critério para avaliar qual carro novo comprar pois permite avaliar o grau de dificuldade que o proprietário terá ao revender o veículo e quanto ele pode perder desde o momento da compra até a venda.

Por outro lado, se a intenção for comprar um carro seminovo, o índice de depreciação pode mostrar quais carros usados têm valores mais distantes da sua versão zero-quilômetro e, portanto, podem representar uma boa oportunidade de compra.

Fonte: EXAME.com